segunda-feira, 17 de março de 2014

Educação da rede municipal de Chapada também se mobiliza durante a Greve Nacional

Os Trabalhadores da Educação da rede municipal de Chapada dos Guimarães participam da Greve Nacional convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), nos dia 17, 18 e 19 de março. 

Os profissionais da educação exigem o cumprimento da lei do piso, carreira e jornada, investimento dos royalties de petróleo na valorização da categoria, votação imediata do Plano Nacional de Educação, destinação de 10% do PIB para a educação pública, contra a proposta dos governadores de reajuste do piso e contra o INPC. 

Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Chapada dos Guimarães (Sinspmucg), Sebastião Raldinei de Oliveira Neves, os profissionais de Chapada como em cada canto do Brasil merecem mais respeito. “Os profissionais da educação: professores e funcionários de escolas estão lutando por valorização salarial e melhorias de infraestrutura nas escolas. A paralisação nacional é um momento importante para reivindicar uma educação pública de qualidade e aqui, em Chapada dos Guimarães, nós temos muito que avançar na aplicação da Lei do Piso Salarial”, afirmou o presidente do Sinspmucg. 

O salário do professor em início de carreira, nível médio, recebe R$ 1199,95 para uma jornada de 30h. A direção do Sinspmucg cobra a aplicação do Piso Salarial. "O rateio que houve no final do ano de 2013 dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) é prova inequívoca que há recursos suficientes para aplicar o reajuste como determina a Lei do Piso (Lei 11.738/2008), O valor do piso, de acordo com o MEC, é  R$ 1.697". argumenta o professor Nei. 

Desde o início do ano, o sindicato já se reuniu duas vezes com o prefeito e a equipe econômica. Porém, até o momento, ainda não houve apresentação de proposta à categoria. A data base dos profissionais da educação da rede municipal de Chapada dos Guimarães é abril. 

Agenda de Mobilização 

Nesta segunda-feira, 17 de março, primeiro dia de paralisação,  as escolas estão preparando um levantamento sobre a infraestrutura das escolas que deverá ser apresentado na quinta-feira à sociedade. Na terça-feira, 18 de março, os profissionais realizam estudo sobre a reestruturação do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS). O Estudo será realizado das 7h às 10h e das 13h às 15h, na sede do sindicato.

E, na quarta, no último dia da Greve Nacional, o sindicato irá sistematizar os relatórios sobre os problemas de infraestrutura e condições de trabalho, elaborados pelas escolas na segunda-feira, será entregue às autoridades. E, às 17h, os profissionais da rede municipal realizam um Ato Público em conjunto com os professores e funcionários da rede estadual.   

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