A Polícia Civil prendeu, nesta sexta (6), o secretário de Agricultura e de Governo de Chapada dos Guimarães, Joel Santos de Souza Neves, irmão do prefeito afastado José Neves (PSDB); a chefe do setor de licitações, Leila Aparecida de Oliveira; a servidora Maria Tânia dos Santos e a empresária Miraci Teles, dona do Supermercado Suprilar. Eles são acusados de integrar um esquema de superfaturamento de notas de compras no Executivo municipal.
De acordo com as investigações, as fraudes ocorriam no uso de notas fiscais superfaturadas para pagamento de produtos alimentícios e de limpeza, que eram adquiridos pelo município. De março de 2013 a fevereiro de 2014 foram relacionados mais de R$ 600 mil em notas superfaturadas e os valores empenhados.
Para se ter ideia, em uma das compras, ainda segundo a Polícia, foram adquiridas 17 toneladas de arroz e 25 mil litros de detergente. Os pagamentos foram feitos pela prefeitura, mas apenas alguns itens acabaram sendo encontrados nos depósitos. Foram cumpridos ainda mandados de busca e apreensão na secretaria de Finanças do Executivo, onde foram recolhidos 8 computadores e documentos. Os presos vão responder pelos crimes de peculato, corrupção ativa, crime contra ordem tributária e formação de quadrilha. Eles foram transferidos para Cuiabá e ficarão reclusos no Centro de Detenção Provisória.
Afastamento
O prefeito José Neves está afastado pela Justiça, até agosto deste ano, por atos de improbidade administrativa. A Câmara Municipal chegou a instaurar uma Comissão Processante para apurar quebra de decoro, que quase culminou na cassação do mandato do tucano. No dia da apreciação, dos 11 vereadores, 7 acompanharam a relatora Aline Muniz (PSC) e votaram pela perda do mandato, mas, conforme a legislação, eram necessários 8 votos.
No relatório da Comissão consta a denúncia de que Neves pagou um advogado para defendê-lo no TSE com dinheiro da prefeitura. Além disso, ele não conseguiu nomear um secretário para gerir a pasta da Saúde. Já a decisão judicial pelo afastamento se deve à contratação sem licitação de empresas para o transporte escolar, no valor de R$ 484,3 mil, por quatro meses e com veículos em péssimas condições.
Fonte - Rdnews

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